Como são fabricados os copos de bacará, Parte I

Descubra as diferentes etapas do processo a quente na fabricação de vidro da Baccarat — da areia ao líquido, da lava ao cristal e muito mais.

utensílios de vidro para o bacará

A criação de uma peça de cristal Baccarat requer paciência, precisão, perícia e toda uma equipa de profissionais. Desde a alquimia, passando pela mistura da areia e da potassa, até aos muitos e importantes retoques finais, mais de 30 artesãos (cada um com pelo menos 15 anos de experiência) participaram na criação destas peças únicas. Conheça as diferentes etapas da fabricação do vidro, começando aqui com o processo a quente e terminando com o processo a frio.

O PROCESSO A QUENTE
O processo a quente tem a ver com os diferentes estados da matéria. A areia granulosa, combinada com outros ingredientes, transforma-se num líquido. Esta lava derretida ganha forma para se solidificar novamente, graças à mestre arte do Meilleur Ouvrier de France (MOF).

PASSO 1: DA AREIA AO LÍQUIDO
all com a fusão dos componentes a mais de 1450 graus Celsius. Para atingir estas temperaturas, os fornos estão sempre ligados — demora até um mês a aquecê-los novamente! Cada forno contém uma cor específica, realçada pelo vermelho 540, resultado da fusão de partículas de ouro.

PASSO 2: RECOLHA DO VIDRO EM FUSÃO
O primeiro passo consiste em recolher o vidro em fusão, mergulhando a vareta de sopro na «lava» de cristal e girando-a continuamente para obter uma quantidade equilibrada de matéria-prima. Assim que sai do forno, o material fundido arrefece até aos 500 graus, tornando o processo extremamente sensível ao tempo e exigindo uma coordenação e uma preparação perfeitas. O vidreiro deve também encontrar o ritmo certo enquanto o vidro endurece à medida que arrefece, lutando all contra o efeito da gravidade.

Um vidreiro recolhe o vidro fundido.

UMA TÉCNICA COM UM SÉCULO DE HISTÓRIA
Quando o cristal fica muito maleável, quase como um marshmallow, pode ser expandido através do sopro ou moldado num molde. As ferramentas não mudaram ao longo dos séculos e continuam a ser muito rudimentares. A mestria reside no artesão, que dispõe apenas de uma pá de madeira para prolongar a mão, um compasso para verificar as medidas e uma tesoura simples, mas eficaz, para cortar o vidro: é all precisa. Conheça René Vinter, MOF.

Através do sopro livre, ou sopro em molde, o vidro começa a tomar forma — mas isso é apenas o começo. Aplicar a pressão certa durante o sopro e moldar o vidro até ao tamanho adequado resultará nas peças mais perfeitas (60% das peças serão destruídas para serem incorporadas novamente na matéria-prima). Para o olho mais experiente, basta um segundo para verificar a qualidade do cristal e rejeitá-lo sem qualquer dúvida!

Uma fotografia das ferramentas mais básicas utilizadas pelos artesãos do vidro, incluindo uma tesoura, um compasso e uma pá de madeira.

PASSO 3: DA LAVA AO CRISTAL
Desde copos com haste e base até um jarro de água e a sua pega, as peças voltam ao forno várias vezes para all se fundam. Cada peça passa por uma transformação verdadeiramente mágica. Quando o artesão sopra o vidro fundido num molde, só ao abri-lo é que descobre o produto final. Quando o artesão estica e expande um fio de vidro viscoso, é como uma cobra cativante, ondulando com perfeição. Conheça Frédéric Furst, MOF.

Para concluir o processo a quente, o vidro avança lentamente por um túnel para arrefecer e evitar qualquer tensão no cristal que, de outra forma, poderia levá-lo a explodir.

A partir daqui, a peça passa à fase seguinte, conhecida como processo a frio.

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