MATHIEU MERCIER
Inspirando-se visualmente nos mapas celestes tridimensionais conhecidos como esferas armilares, este escultor parisiense premiado recontextualiza o copo Harcourt como o centro de um sistema solar de cor e luz.
«O brilho do vidro, os seus reflexos e as suas múltiplas formas geométricas transparentes inspiraram uma série de círculos adornados com contas de vidro coloridas.»
Pintor, escultor, arquiteto e realizador de talento, Mathieu Mercier é conhecido por pegar em objetos destinados ao consumo de massa e apresentá-los em novos contextos artísticos, histórico-artísticos e estéticos. Desta forma, o seu trabalho procura identificar e revelar o lugar da beleza nas coisas do quotidiano. Em última análise, a sua arte confere novos significados a esses objetos, permitindo ao espectador considerar múltiplas interpretações dos mesmos.
Pelos seus projetos, recebeu o cobiçado Prémio Marcel Duchamp, atribuído em parceria com o Centre Pompidou de Paris, que expôs o seu trabalho pouco antes de lhe ter sido atribuído o prémio, em 2003. As suas obras foram também expostas no Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris e na Kunsthalle de Nuremberga, na Alemanha, entre outras instituições de prestígio — sendo representado por galerias na Alemanha, Itália, Suíça, Argentina, México e França.
Mercier nasceu em 1970 em Conflans-Sainte-Honorine, um subúrbio de Paris situado a noroeste da cidade. Formou-se na École Nationale Supérieure d’Art de Bourges e no Institut des Hautes Études en Arts Plastiques, em Paris, onde atualmente vive e trabalha.